Dor nos pés após emagrecer rapidamente? Entenda o chamado “Ozempic feet”
A perda rápida de gordura corporal pode reduzir a proteção natural do calcanhar e aumentar a sensibilidade ao caminhar
Medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, como Ozempic e Wegovy, fazem parte do tratamento de muitos pacientes. O emagrecimento pode trazer benefícios importantes para a saúde, mas uma perda rápida de gordura corporal também pode provocar mudanças nos pés.
Sintomas e Diagnóstico do Ozempic Feet
O termo “Ozempic feet” é informal. Ele descreve possíveis sintomas, como dor ou sensibilidade no calcanhar, sensação de caminhar sobre os ossos, maior ocorrência de calos e bolhas e mudança no ajuste dos calçados. Não se trata de um diagnóstico médico oficial nem de uma recomendação para interromper o tratamento por conta própria.
Segundo o Dr. Jacques Charlab, Ortopedista e especialista em Pé e Tornozelo do CREB, a dor precisa ser investigada de forma individualizada. O objetivo é diferenciar a redução da proteção plantar de outras condições ortopédicas que também podem causar desconforto nos pés. Dor persistente, dificuldade para caminhar, dormência, formigamento, inchaço, vermelhidão, calor ou feridas são sinais que justificam avaliação médica.
Pessoas com diabetes devem ter atenção redobrada. O paciente não deve suspender nem alterar medicamentos sem conversar com o médico responsável pelo tratamento.
Agende sua avaliação com o especialista em Pé e Tornozelo do CREB.
Unidades em que o Dr. Jacques Charlab atende: Botafogo, Barra da Tijuca e Leblon.
Dr. Jacques Charlab é especialista em Ortopedia e Traumatologia e em Pé e Tornozelo.
É membro titular da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, membro da Minimally Invasive Foot and Ankle Society e membro do grupo de tornozelo e pé do Hospital Naval Marcílio Dias.
Mais de 70% da população sentem alguma dor nos pés
Dor, desconforto, sensação de queimação ou mesmo de agulhadas ao pisar pode indicar uma fascite plantar ou esporão de calcâneo.
Muitas vezes a pessoa tem esses sintomas, mas prefere acreditar que trata-se de uma dor passageira, fruto de algum mal jeito no calcanhar. “A fascite plantar tem como uma das causas microtraumas repetidos na fáscia na tuberosidade plantar medial do calcâneo. Assim, a cada passo dado pelo paciente, a fáscia é tensionada a partir exatamente do local onde se encontra inflamada ou mesmo já com microrupturas. O esporão não é a causa das dores, como se pensa na maioria das vezes, e sim a inflamação na fáscia plantar. Há tratamento, geralmente com ótimos resultados. Mas caso os tratamentos tradicionais não surtam efeito, temos a Terapia por Ondas de Choque – TOC, que tem resultados fantásticos, melhorando de 75 a 85% dos pacientes que não resolvem o problema com o tratamento conservador”, explica a Dra. Flávia Junqueira, ortopedista especialista em pés do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Segundo ela, a dor provocada pela fasciite plantar é persistente e é sentida logo que o paciente acorda, na primeira pisada do dia. “Ao longo do dia, e após algum período de repouso, a dor pode melhorar. Mas ela tende a voltar e, nesse caso, consultar um especialista é fundamental. Quanto mais cedo iniciarmos o tratamento, mais rápido teremos sucesso”, garante ela. A médica diz que o tratamento é individualizado e, além de medicamentos, pode contar com protocolos que incluem acupuntura, fisioterapia e hidroterapia. Em casos com maior inflamação, a indicação pode ser a TOC, disponível no CREB.
Outro problema que leva muitos pacientes aos consultórios é o joanete, que tem como causas a hereditariedade, pé plano valgo, relação entre o tamanho dos dedos do pé e doenças reumatológicas.
“O joanete é uma saliência que surge próximo à base do grande dedo do pé (hálux). Essa protuberância resulta do crescimento ósseo e do espessamento dos tecidos moles que recobrem a região e, na maioria das vezes, decorre do uso de calçados apertados (ponteira estreita e triangular) e de saltos altos. A deformidade se inicia sempre que o grande dedo (hálux) é empurrado para fora como se fosse subir sobre os demais dedos e é essa característica que é usada na denominação científica desta deformidade. Essa situação, muito comum na maioria dos calçados femininos, acaba por produzir o afrouxamento da articulação e dos ligamentos, desviando os tendões e tornando o fenômeno irreversível. Por essa razão, o sexo feminino está mais sujeito a essa deformidade na proporção de 8 mulheres para l homem”, explica ela.
A melhor forma de tratamento para a deformidade do hálux valgo, garante a médica, é a prevenção. Educar os jovens para o uso de calçados com ponteiras amplas e confortáveis e com saltos que não excedam os três centímetros é o melhor remédio. “As mulheres se obrigam a usar sapatos de bico fino e salto alto e isso é um problema muito sério. Não se pode exagerar, porque certamente os problemas virão como consequência do uso desse tipo de calçado”, pontua a Dra. Flávia.
– Pesquisas revelam que mais do que 70% da população mundial apresenta algum problema ou dor nos pés em alguma fase da vida. As pessoas muitas vezes sentem dores, mas preferem acreditar que aquela dor é uma simples consequência de uma longa caminhada ou de um mal jeito no pé. Nem sempre é assim, por isso um especialista deve ser consultado ao menor sinal de dor constante – finaliza ela.
Calçados inadequados podem causar problemas que exigem cirurgia
Está com dores no pé? Consulte o CREB
A busca por estar na moda e se sentir atraente pode levar à compra de calçados inadequados, que podem resultar em diversos problemas. Além de causar calos e bolhas nos pés, o uso desses calçados pode acarretar questões mais sérias, como quedas, deformidades anatômicas e danos nas articulações e estruturas ósseas.
Embora o uso de salto alto seja uma das práticas mais comuns, os riscos não se limitam apenas a esse tipo de calçado. Muitos sapatos são apertados na parte da frente ou no calcanhar, e há casos em que as pessoas compram um número menor, mesmo sentindo desconforto.
Riscos Associados a Calçados Inadequados
Aqueles que escolhem sapatos pela estética em vez do conforto devem reconsiderar suas escolhas rapidamente, antes que problemas de saúde mais graves se desenvolvam. Como os sapatos são usados diariamente e para diversas atividades, é fundamental ter cuidado para evitar complicações.
Abaixo estão os riscos mais frequentes associados ao uso de calçados inadequados:
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Bolhas
Sapatos que apertam em qualquer parte do pé podem causar bolhas. Essas bolhas surgem devido à fricção entre o sapato e a pele, frequentemente aparecendo no dedinho e no calcanhar. Optar por calçados feitos de materiais mais macios e que tenham um tamanho adequado pode ajudar a prevenir esse problema.
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Calos
Assim como as bolhas, os calos se formam devido à pressão excessiva em determinadas áreas do pé, resultando em espessamento da pele.
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Dores nas Plantas dos Pés
Esse desconforto geralmente ocorre após longas caminhadas e pode ser causado pela irritação entre a palmilha e a sola do pé, ou pela falta de amortecimento, que resulta em impacto excessivo no calcanhar.
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Dor nas Articulações
Essa é uma das principais consequências do uso de salto alto. A alteração na angulação dos pés provoca uma redistribuição do peso corporal, levando a dores e outros problemas nas articulações.
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Quedas em Idosos
O uso de calçados inadequados também está associado a quedas em pessoas idosas. Sapatos muito largos e sem aderência podem se soltar, aumentando o risco de desequilíbrio e quedas.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619